Introdução
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a decretação da prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. O pedido ocorre após Léo Índio, réu por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, deixar o país rumo à Argentina, onde busca asilo político.
O que aconteceu?
Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, viajou para a Argentina há 23 dias, alegando perseguição política. Em entrevista à rádio Massa FM, de Cascavel (PR), afirmou ter solicitado asilo ao governo argentino. A PGR considera que essa atitude configura descumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF.
Posicionamento da PGR
No pedido encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que, após Léo Índio se tornar réu, foi solicitado o cancelamento de todos os seus passaportes. Gonet argumenta que a saída para a Argentina demonstra desrespeito às decisões judiciais e à aplicação da lei penal, justificando a necessidade da prisão preventiva.
Defesa de Léo Índio
Na última sexta-feira (28/3), os advogados de Léo Índio apresentaram ao STF um documento emitido pelo governo argentino, concedendo-lhe estadia provisória no país até 4 de junho. O documento permite que ele resida, trabalhe, estude e acesse serviços públicos na Argentina.
Conclusão
O pedido da PGR para a prisão preventiva de Léo Índio agora aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes. O caso ressalta as implicações do descumprimento de medidas cautelares e reforça a seriedade com que o STF trata os envolvidos nos atos antidemocráticos de janeiro de 2023.